quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ÁGUA OU COCA-COLA

Recebi o conteúdo abaixo através de um e-mail, há algum tempo atrás...
ÁGUA Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington. Falta de água é o fator nº. 1 da causa de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males. Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um écran de computador ou uma página impressa. Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em 45%, pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga. Você está bebendo a quantidade de água que deveria, todos os dias?
Coca-Cola Em muitos estados nos EUA as patrulhas rodoviárias carregam dois galões de Coca-Cola no porta-bagagens para serem usados na remoção de sangue na estrada depois de um acidente. Se você puser um osso numa uma tigela com Coca-Cola ele se dissolverá em dois dias . Para limpar casas de banho: despeje uma lata de Coca-Cola dentro do vaso e deixe a "coisa" decantar por uma hora e então dê descarga. O ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas na louça .
Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis esfregue o pára-choques com um chumaço de papel de alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhado com Coca-Cola. Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão. Para soltar um parafuso emperrado por corrosão aplique um pano encharcado com Coca-cola sobre o parafuso enferrujado por vários minutos. Para remover manchas de graxa das roupas despeje uma lata de Coca-Cola dentro da máquina com as roupas com graxa, adicione detergente. A Coca-cola ajudará a remover as manchas de graxa. A Coca-cola também ajuda a limpar o embaçamento do pára-brisa do seu carro . Para sua informação: O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2,8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias. Ácido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior contribuinte para o aumento da osteoporose. Há alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o porquê do aparecimento de osteoporose em crianças a partir e 10 anos (pré-adolescentes). Resultado: Excesso de Coca-Cola, por falta de orientação dos pais. Para transportar o xarope de Coca-Cola , os caminhões comerciais são identificados com a placa de Material Perigoso que é reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos. Os distribuidores de Coca-Cola têm usado a Coca para limpar os motores de seus caminhões há pelo menos 20 anos. Mais um detalhe: A Coca Light tem sido considerada cada vez mais pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efeito retardado, por causa da combinação Coca + Aspartame, suspeito de causar lúpus e doenças degenerativas do sistema nervoso. A pergunta é: "Você gostaria de um copo de água ou um copo de Coca-Cola?"

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Carros, Trânsito, Ecologia, Economia e Saúde

Iniciarei este pequeno artigo através de um relato do que me aconteceu no mês de outubro de 2007. Eu estava dentro de um ônibus (coletivo) indo a uma consulta com minha psicóloga, em um dos bairros mais centrais de Belo Horizonte quando, de repente, o trânsito começou a ficar todo lento, estávamos no meio de um grande engarrafamento, de modo que levamos aproximadamente 1 hora para percorrermos um trajeto de menos de 2 quilômetros.
Foi daí que comecei a perceber o que já havia suspeitado muito tempo antes em algumas reflexões minhas: A MAIORIA DOS VEÍCULOS QUE ESTAVAM NO TRÂNSITO ERAM PARTICULARES, E COM APENAS UM (QUANDO MUITO DOIS) OCUPANTE(S). Ou seja, o que estava acontecendo no trânsito daquelas vias é que vários indivíduos estavam, cada um, ocupando um espaço que poderia ser utilizado por até 5 pessoas simultaneamente.
Muito disso ocorre porque virou quase uma regra do mundo ocidental que “cada indivíduo deva ter seu próprio carro”. E numa cultura onde as pessoas confundem o que têm com o que são (o que é uma falácia!), que acreditam que a felicidade está ligada à aquisição de bens, ao usufruto de conforto excessivo, desregrado, infindavelmente cumulativo, o carro acaba se tornando uma espécie de alter-ego dos indivíduos, o que é gravíssimo, ou seja, é a maquinização, a objetificação, a alienação materialista do homem, um ser que, pela sua própria capacidade intelectual, deveria, ao contrário de tudo o que eu expus e que vemos no mundo de hoje, ser livre através desta intelectualidade, e não um escravo de coisas.
Não sei se o leitor já pensou, mas são tantas as conseqüências e lições que podemos tirar do simples fato que relatei que, sinceramente, renderiam uma bela aula de cidadania, de educação no trânsito, de ecologia, de economia e de saúde e bem-estar inigualável.
Vejamos bem. Primeiramente a questão do clima. A humanidade está passando, atualmente, por um aquecimento global desmedido e grave! Grande parte deste aquecimento é causado pelos gases responsáveis pelo efeito estufa, grande parte deles expelido por veículos automotores que utilizam como combustível substâncias derivadas do petróleo que, através de sua combustão, fazem os motores dos veículos funcionarem.
Pois bem, o que ocorre é que, se ao menos os veículos tivessem mais ocupantes, e não apenas o motorista (e quando muito seu respectivo carona do banco ao lado), menos veículos estariam transitando pelas vias públicas; conseqüentemente, teríamos menos emissão de gases do efeito estufa, menos aquecimento global seria proporcionado, menos doenças respiratórias seriam causadas e/ou pioradas. Teríamos, também, um trânsito mais fluido, menos congestionado, o que traria menos estresse e contribuiria para menos ruído (poluição sonora) nas vias. Além disso, do ponto de vista econômico, seria uma excelente saída dividir o preço do combustível com mais caronas, o que faria com que as pessoas pudessem pagar um valor mais baixo e usufruir um conforto maior no transporte, trazendo também mais convívio social.
Como se não bastassem todas as vantagens acima ressaltadas, creio que poderíamos, todos, à partir da reflexão e aplicação prática desse gesto em nosso dia-a-dia (ou seja, da socialização do espaço do carro para mais caroneiros nossos), começarmos a nos desvincular pouco a pouco dessa cultura do consumo, do “você é o que você tem”, começar a não alimentarmos a indústria automobilística e seus enormes empresários com nosso consumo exacerbado, muitas vezes por ele incentivados (basta lembrar das propagandas um tanto quanto criativas das mesmas, que conseguem convencer muita gente a comprar seus carros).
De maneira conclusiva, ressalto que se todos nós utilizássemos a capacidade de lotação total de passageiros de nosso carro, muita coisa certamente melhoraria. E mesmo que as pessoas não quisessem de parar de comprar “seu carro”, mas adotassem a postura aqui citada, teríamos menos problemas. Porém, cabe ainda salientar que o mais importante mesmo é evitar usar excessivamente o carro, não se tornar dependente dele. Em muitos locais mais próximos que costumamos ir, poderíamos utilizar a bicicleta ou simplesmente ir à pé. Quando temos, por exemplo, de ir até a região central de nossa cidade, por que não pegar o ônibus (coletivo)? Deixemos os carros para as emergências, para as necessidades, e não para vaidades. Cada um, tenho certeza, fazendo sua parte, ajudará de verdade a construir um mundo melhor e mais sustentável não apenas para a nossa, mas também para as gerações futuras. Pensem nisto...

Paulo Henrique Marques Lütkenhaus(Ciências Sociais – PUC Minas)