segunda-feira, 3 de outubro de 2011

“Posse” responsável. Ou melhor: TUTELA RESPONSÁVEL


Tem-se observado, já há alguns anos, o surgimento de um número cada vez maior de ONGs que acolhem animais abandonados nas ruas, dando-lhes cuidados e, em seguida, disponibilizando-os para adoção. As pessoas que criam essas organizações têm um bom coração, uma postura ética de se preocupar com seres indefesos, reféns da indiferença e objetificação proporcionadas pelos seres humanos. Mas, da mesma forma que essas ONGs proliferam, o mesmo ocorre com o número de animais abandonados nas ruas todos os dias. Então, qual é a solução para este problema?
Normalmente, a aparência de um animal filhote, seja ele um gato, um cachorro ou de qualquer outra espécie, fascina os seres humanos. Nesta idade, eles chegam até mesmo a parecer de brinquedo, como se fossem “bichinhos de pelúcia”. As crianças não os tiram do colo, não cansam de afagar seus pelos, de brincar com seus novos amiguinhos. Porém, essas “fofuras” acabam crescendo e bem rapidamente. Já adultos, os animais começam a apresentar um comportamento mais tranqüilo, mais quieto, já não gostam tanto de brincar e já não se parecem mais com “bichinhos de pelúcia”. É justamente a partir daí que os seres humanos, considerados seus “donos” (trocarei esta palavra, daqui em diante, para TUTORES, devido ao fato de que nenhum ser vivo é dono de outro), começam a ser mais displicentes: levam-nos menos vezes para passear, deixam-nos mais dias sem dar banho, por vezes se esquecem de suas vacinas e cuidados veterinários, bem como, até mesmo, de trocar sua água ou, ainda, de colocar comida para eles. Quando chega a época de férias e querem viajar, começam a achar que os animais constituem um empecilho, um entrave, um PROBLEMA!!!
Oras, vocês já imaginaram se, quando fôssemos bebê, nossos pais nos tratassem com todo amor e carinho e, quando crescêssemos, simplesmente nos considerassem um entrave, um problema em suas vidas e, por isso, simplesmente nos abandonassem nas ruas, tal qual nós, seres humanos, estamos fazendo com os animais???
O que está errado na história acima relatada é justamente o tipo de relação que os seres humanos vêm mantendo com os animais. Uma relação de objetificação, na qual os seres humanos querem, simplesmente, sanar suas necessidades emocionais/afetivas, remediar imediatamente sua solidão e carência através do USO – sim, isso mesmo, USO! – de outros seres vivos (os animais) que, é bom lembrar, NÃO DEPENDEM DE NÓS, SERES HUMANOS, PARA SEREM FELIZES OU SE SENTIREM PLENOS. Desse modo, OS ANIMAIS SÃO RELEGADOS, PELOS SERES HUMANOS, À MERA CONDIÇÃO DE ESCRAVOS.
É bastante fácil corroborar o que acabei de citar no último parágrafo, o ser humano, desde os tempos mais remotos, só pretende LEVAR ALGUM TIPO DE VANTAGEM em sua relação com outros seres (e até com o Planeta Terra!!!). Um exemplo disso é a relação que o homem iniciou com os lobos. Os lobos passaram a ajudar os seres humanos em suas caçadas, em épocas primitivas, e, em troca, ganhavam pedaços da caça como recompensa. No entanto, os maiores pedaços permaneciam com o homem. Ou seja, desde os primeiros momentos, a relação homem/animais é desigual e desvantajosa para os últimos. Hoje em dia, esta relação de interesse dos seres humanos, pode ser notada tanto com os animais domésticos (interesses afetivos/emocionais, tais como suprir carências ou até mesmo a solidão), quanto com outros tipos de animais usados para o trabalho (como cavalos, burros, mulas e jegues, utilizados para puxarem carroças pesadas), para a “diversão” (animais utilizados antieticamente em circos, festivais, touradas, dentre outras atividades que só lhe trazem prejuízos físicos, psíquicos e, até mesmo, a morte, muitas vezes os expondo ao ridículo, submetendo-lhes ao estresse de uma multidão que os perturba, ou até agride, em nome de uma pseudo “diversão”, como se os animais fossem uma espécie de bobo da corte, de animador de platéias, ou mesmo de gladiador romano), para testes laboratoriais (e nesse quesito incluem-se todos as espécies que o leitor possa imaginar, espécies que serão submetidas aos mais diversos, dolorosos, atrozes e cruéis testes que, para ser bem científico, muitas vezes não provam nada, em razão da grande diferença existente entre o organismo humano e o animal), dentre outros.
Para que nossa relação com os animais seja melhorada, devemos ensinar nossas crianças, desde bem pequenas, a respeitar os animais, a defender seus direitos radicalmente, a amar-lhes como amamos a nós mesmos, a não percebê-los como meros “objetos”. É necessário também, no que tange ao abandono de animais domésticos, tais como cães e gatos, que nós, adultos, não adotemos o hábito de dar para uma criança um bichinho como se fosse um “presente”. As crianças não têm responsabilidades e, certamente, não cuidarão dos animais tal como precisam. Essa tarefa acabará sendo dos pais da criança que, somente se decidirem cuidar do animalzinho com toda a atenção, por toda sua vida, devem adotá-lo. Os pais também precisam lembrar que os animais têm necessidades, fazem xixi e coco, que exalam cheiros fortes, além do fato de os animais precisarem de abrigos seguros, quando aqueles que o tutelam forem viajar ou, então, que viajem junto deles. Os animais precisam também de cuidados veterinários por toda sua vida (do mesmo modo que os seres humanos precisam tomar suas vacinas e ir ao médico). Em suma, da mesma maneira que um filho necessita de todo cuidado e atenção, além de não ser abandonado nas ruas, assim também os animais devem ser tratados. Eles deixaram seu verdadeiro lar, a natureza selvagem, justamente por culpa dos seres humanos, que os trouxeram para as “selvas de pedra”. Portanto, uma vez que os animais se encontram nesses lugares INÓSPITOS E SEM RECURSOS, devem ser responsavelmente tutelados e ter seus direitos respeitados, assegurados.
Atualmente, têm-se debatido a questão da necessidade de esterilização dos animais domésticos para evitar sua superpopulação nas ruas. Tal procedimento pode até ser pertinente, mas em nada adiantará caso os seres humanos não mudem, prioritariamente, seu modo de se relacionar com os animais, não os percebendo como meros objetos. É HORA DE MUDARMOS NOSSO PONTO DE VISTA, DE TRATARMOS OS ANIMAIS COMO NOSSOS FILHOS/IRMÃOS. Conclusivamente, gostaria de citar este trecho significativo da carta do Chefe Seatle ao governo norte americano, escrita em 1854:
“... Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.” (CHEFE SEATLE, 1854)
Escrito por Paulo Lütkenhaus em 03/10/2011, Belo Horizonte, Brasil.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PET $HOP$: quando o afeto é objetificado como lucro ($).($)

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Animais de estimação, em geral, agradam bastante aos seres humanos. É muito comum o fato de as pessoas gostarem de afagar seus pelos, coçarem suas cabeças, pega-los no colo, brincarem com eles e até mesmo conviverem mais proximamente, chegando até mesmo a acomoda-los e com eles dormirem em sua cama. Há pouco mais de uma década surgiram no Brasil lojas especializadas em vendas de acessórios, medicamentos, abrigos (“casinhas” / “caminhas”), produtos de higiene, banhos, tosas, hospedagem e toda sorte de produtos e serviços aos animais de estimação, entituladas “Pet Shops (ou, na tradução literal do inglês, lojas especializadas em vendas de filhotes de animais. Wikipedia: Pet shop). Contudo, serão todos os donos e trabalhadores destes estabelecimentos, realmente, preocupados, dedicados, amorosos, respeitadores dos animais, ou uma grande maioria só pensa em lucros, sem apresentar nenhuma das qualidades citadas anteriormente nesta frase?
Uma das coisas que chama a atenção em alguns Pet Shops é o fato de alguns deles venderem animais. Isso é algo antiético por dois motivos:
1º) Os bichos ficam engaiolados/enjaulados, sem qualquer conforto ou espaço decente, proporcional ao seu tamanho, levando-os, muitas vezes, ao estresse e/ou à depressão (animais também sentem isso! E como!). Para piorar, alguns Pet Shops ainda vendem pássaros. Puxa vida, pássaros têm asas porque a natureza os fez para voarem, para serem livres. E muitas pessoas, infelizmente, acabam aprisionando-os só para ouvirem seus cantos, repetições de palavras (os populares “louros”), admirarem suas cores, algumas vezes, inclusive, acreditando estarem em melhor condição na gaiola do que soltos na natureza. Um absurdo! Que crime essas criaturas cometeram para que merecessem estar aprisionados?
2º) Muitas das vezes os animais só são vendidos porque são “de raça”. Esses animais, em sua grande maioria oriunda de criadouros particulares (tais como canis ou gatis), também são mantidos, desde pequeninos em cubículos onde acabam desenvolvendo estresse, depressão ou até mesmo alguma outra doença decorrente de sua privação de liberdade, como é possível constatar em documentários sobre o assunto, como o TERRÁQUEOS (dos 9 min e 58 segundos até 11 minutos e 30 segundos. Embora recomendo às pessoas que queiram se aprofundar nas questões animais o documentário na íntegra). Oras, além disso, se nós, seres humanos, ao priorizamos uma raça dentre nós, desprezando as outras raças humanas, cometemos o CRIME DO RACISMO, o que é então que estamos fazendo aos animais??? A mesmíssima coisa! Ou seja, sendo PRECONCEITUOSOS. Não é a raça que faz com que um animalzinho se torne um amigo especial em nossas vidas, mas sim A MANEIRA COMO O TRATAMOS, independentemente da raça que ela possua ou, melhor ainda, não possua. NÓS É QUEM DEVEMOS SER, OU APRENDER A SER, “DONOS”* “DE RAÇA”! Ou seja, pessoas que tratem os animais a altura do que eles são capazes de fazer por nós, cuidando-lhes, amando-lhes, protegendo-lhes incondicionalmente. A venda de cães de raça em Pet Shops deve-se, basicamente, ao alto lucro que tal atividade lhes proporciona. Afinal, são animais caros! Vale lembrar que vários cães têm sido abandonados nas ruas, por que não adota-los, ao invés de comprar um outro que, algumas vezes, acabam encontrando o mesmo destino?
Outro ponto a ser destacado na grande maioria dos Pet Shops é a falta de atenção devida ao animal. Não é raro o “dono” enviar, por exemplo, seu cãozinho para tomar um banho medicamentoso em um Pet Shop, com o intuito de combater ectoparasitos, tais como as pulgas e os carrapatos, e o banho não os combater no pelo do animal. Ou melhor, podem até combater, mas no transporte para a casa de seu “dono”, no carro do Pet Shop, onde estão presentes vários outros cães (afinal, “Time is money!!!”), acabam contraindo-os novamente.
Além disso, é perceptível a falta de paciência e amor de alguns dos funcionários dessas lojas com sua clientela, nossos amigos ANIMAIS. Pegam-nos de qualquer jeito, puxam-nos pelas correntes sem o menor cuidado e com força, tosam-nos de modos que, às vezes, irritam suas peles, proporcionando-lhes coceiras, dentre outras atitudes. Basta observarmos mais atenciosamente os Pet Shops e, certamente, verificaremos a ocorrência de tudo isso.
Bem, diante do exposto neste artigo, gostaria de reiterar dois pontos. A primeira é que nem todo Pet Shop trata os animais dos modos supracitados, embora sua grande maioria ainda o faça. A segunda é que não estou contestando o fato dos Pet Shops lucrarem. O que realmente questiono é como fazem isso. Ou seja, não tratando os animais eticamente, demonstrando total desrespeito pelos seres que amamos e que, mesmo que nfaça.mas coisas, basta que observemos mais ateão os amássemos, ainda sim merecem todo o respeito por existirem e pela importância que possuem no Planeta Terra, além de serem amparados e protegidos pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
É hora de mudarmos este quadro. ANIMAIS NÃO SÃO OBJETOS.
* Não concordo de modo algum com a palavra DONO, pois nenhuma criatura viva do Planeta Terra pode ser relegada a condição de objeto de outra. Todos nascemos, e somos, livres por natureza.
Paulo H. M. Lütkenhaus, redigido em 20 de setembro de 2011, publicado em 28 de setembro de 2011.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

IMAGENS CHOCANTES! - Blumenau: quanto mais desmatar, mais vai inundar

Enchentes em Blumenau

IMAGENS RECENTES DA DESTRUIÇÃO NAS CABECEIRAS DO RIO ITAJAI
 
 
 
Site O ECO, Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2011
 
Continua a destruição do que resta de mata ciliar do rio Itajaí. O resultado é que Blumenau sofrerá enchentes cada vez mais devastadoras.
 
Leia a matéria completa neste link
 
 
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul – SC
http://www.ra-bugio.org.br/
 
Acompanhe nosso trabalho de Educação Ambiental nas escolas para salvar a MATA ATLÂNTICA no blog
 
http://ra-bugio.blogspot.com/
 
e também na nossa página no FACEBOOK
 
http://www.facebook.com/pages/Ra-bugio-Salve-a-Natureza/139773049407363

Enc: PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA - ALERTA URGENTE

Prezados amigos,

Novamente estou aqui pedindo a vocês, gentilmente, apoio. Esta causa, que vos apresento agora, é de importância relevante para todos nós, tanto belo horizontinos, quanto mineiros, como brasileiros e, também, terráqueos (afinal questões ambientais não respeitam fronteiras políticas ou territoriais) e as consequências, advindas de nossa omissão neste momento, podem ser desastrosas em um tempo muito curto. Os detalhes seguem abaixo, vocês não perderão nem sequer 5 minutos de vosso preciosos tempo. Entretanto, o que ganharão, ou melhor, ajudarão a preservar, É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA TODOS NÓS (principalmente àqueles que vivem nas regiões descritas ou próximas das descritas neste e-mail).

Conto, sinceramente, com o apoio de todos vocês. Tenho certeza que perceberão quão justa e importante é esta causa.

Obrigado a todos!!!


Att.,

Paulo H. M. Lütkenhaus
"O homem é o único animal que cospe na água onde bebe;
O homem é o
único animal que mata pra não comer;
O homem é o
único animal que corta a árvore que lhe dá sombra e frutos.
Por isso está se condenando à morte
".
Benedito Ruy Barbosa

"Somos aquilo que fazemos em vida e deixamos como legado às gerações futuras".

Paulo Henrique Marques Lütkenhaus
"Quando o homem aprender a respeitar todos os seres da criação, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante"
.
Autoria desconhecida


----- Mensagem encaminhada -----
De: Teca <tespca@gmail.com>
Para: Teca <tespca@gmail.com>
Enviadas: Domingo, 18 de Setembro de 2011 12:29
Assunto: PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA - ALERTA URGENTE

COMUNICADO Nº 01/2011 - 16 de setembro de 2011
Amigo (a) da Serra do Gandarela
Este é um daqueles momentos em que você pode ter papel fundamental a favor do Parque Nacional da Serra do Gandarela. É muito importante nossa pressão junto a alguns setores governamentais: Governo do Estado de Minas Gerais, Presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente e Presidência da República, entre outros.
Temos informações de que as empresas de mineração estão agindo para convencer tais setores de que os empreendimentos de mineração de ferro a céu aberto que querem implantar na Serra do Gandarela, como a chamada Mina Apolo da Vale, são mais importantes do que a preservação dessa região para o presente e o futuro dos municípios e da população – que vive no seu entorno imediato, no roteiro da Estrada Real e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale do Aço, abastecidas pelas águas que provêm do aqüífero do Gandarela, no limite do Alto Rio das Velhas e do Alto Rio Piracicaba.
No mapa abaixo você terá uma noção da riqueza hídrica – águas de Classe Especial e Classe 1, as de maior pureza - da área proposta pelo ICMBio para o Parque Nacional, que apresentou uma delimitação coerente com o valor da biodiversidade e do geossistema (de recarga, acumulação e alimentação de vários cursos d'água) da região do Gandarela:

Observe agora no mapa abaixo o que seria o impacto, somente da Mina Apolo, pretendida pela Vale (que ainda não tem nenhuma licença), para a região e as águas do Gandarela e sua relação com os limites propostos para o Parque Nacional:

Alertamos para o fato de que o interesse das empresas é minerar TODAS as áreas marcadas como cangas lateríticas do Gandarela, incluindo outros projetos além dos já anunciados, porque abaixo delas está o minério de ferro que querem exportar. Isso destruiria completamente o equilíbrio ambiental da última região ainda intacta do Quadrilátero Ferrífero, comprometendo seriamente o seu potencial de recursos hídricos (que ajudam a abastecer grande parte da Região Metropolitana de BH e também outras cidades vizinhas, na bacia do Rio Piracicaba), sua biodiversidade e seu enorme potencial turístico. O resultado seria criar no Gandarela cenários que, infelizmente, são comuns em outras áreas do Estado:

Para isso, uma forte pressão política está tentando alterar de forma considerável a proposta técnica do ICMBio, para permitir a instalação de grandes empreendimentos de mineração na região.
NÃO PODEMOS ACEITAR ISTO!
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Queremos o Parque Nacional da Serra do Gandarela conforme a proposta do ICMBio de setembro/2010, com as adequações necessárias a partir das consultas públicas com as comunidades. Assim teremos a proteção das águas do Gandarela, da maior área de Mata Atlântica e do maior complexo de cachoeiras como bem de uso comum de nossa região, associados à potencialização do turismo na região.
Não aceitamos que a proposta do ICMBio seja alterada para atender aos interesses da Vale e de outras mineradoras.
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Envie você também sua manifestação a favor do Parque Nacional da Serra do Gandarela, copiando os dois parágrafos anteriores, em negrito, colocando como assunto EU QUERO O PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA NA ÍNTEGRA, e enviando um e-mail para:
Isso levará menos que 5 minutos do seu tempo e terá um valor precioso para o Gandarela.
Faça isso agora! É URGENTE!
Envie este email para todos os seus amigos com uma mensagem pessoal para que façam o mesmo.
Um abraço,
Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7030


quarta-feira, 13 de julho de 2011

.. http://avignonexpo.fr/indexq1-1.php?adID=39z4

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Aquecimento Global - Pense Nisso

quinta-feira, 21 de abril de 2011

DESMISTIFICANDO O MITO DO HEROÍSMO DA RECICLAGEM

Atualmente, ou melhor, há aproximadamente 2 décadas, tem-se ouvido – e visto – cada vez mais, as empresas, indústrias e demais setores econômicos da sociedade falarem em “responsabilidade ambiental” (além da “responsabilidade social”, que não é o foco deste artigo). Com o advento da crescente – embora ainda não suficiente – conscientização da sociedade sobre a necessidade de conservação e preservação do meio ambiente e de seus recursos, desde, aproximadamente, a época da ECO 92 (*), os segmentos econômicos vêm adotando políticas e práticas um pouco mais ecologicamente – embora, repito, ainda não suficientemente – corretas, muitas delas com um simples objetivo: passarem para os seus clientes e consumidores uma imagem empresarial íntegra, ética, bonita. Mas... elas realmente são assim mesmo??? É o que veremos abaixo no que diz respeito especificamente à Política dos 3 R’s (Erres).

Desde 1983, por ocasião da Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU e presidida pela então primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brudtland, foi proposta a integração entre o desenvolvimento econômico e as questões ambientais, estabelecendo, dessa maneira, o conceito de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, que significa “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.” (FONTE: http://www.akatu.org.br/Temas/Consumo-Consciente/Posts/Linha-do-tempo-do-Consumo-Consciente-e-da-Sustentabilidade). De maneira a instrumentalizar a prática deste conceito, foram assinadas durante a ECO 92 uma série de documentos e tratados sobre biodiversidade, clima, florestas, desertificação, acesso e uso dos recursos naturais do planeta, além de ser concebida a Política dos 3 R’s, ou seja: Redução-Reutilização-Reciclagem (exatamente nesta ordem). Dessa forma, para que a natureza e seus recursos fossem realmente preservados, bastaria que nós, seres humanos, repensando os nossos hábitos e práticas, colocássemos em nosso dia-a-dia o costume de não consumirmos compulsivamente, de REDUZIRMOS nosso consumo, de adotar em nossas vidas a prática do Consumo Consciente (**). Após adotarmos essa prática, aí sim partiríamos para o segundo “R” da política, ou seja, REUTILIZARÍAMOS materiais e produtos usando-os, muitas vezes, até mesmo em finalidades diferentes daquelas as quais são normalmente destinados (um exemplo disto são as poltronas, cadeiras ou até mesmo casas construídas de garrafas PET). Só então, depois de percorridos os caminhos dos dois R’s (Erres) anteriores é que partiríamos para o terceiro R (Erre), que é o da RECICLAGEM. Desse modo, somente depois de reduzirmos nosso consumo (evitando o consumo compulsivo e excessivo), e depois de reutilizarmos materiais e produtos é que, finalmente, destinaríamos aqueles que restaram e não puderam ser reutilizados para que sejam reciclados, voltando a ser produtos novinhos.

E por que o caminho da Política dos 3 R’s é percorrido exatamente nesta ordem? Porque somente nesta ordem é que os recursos naturais (matéria-prima e energia) são realmente poupados. Se fosse o caminho contrário eles não seriam poupados. Afinal, é bom lembrarmos que, para que seja feita a reciclagem, são necessárias, por exemplo, máquinas especializadas que tornarão possível a transformação dos materiais velhos em materiais novinhos. E as máquinas são feitas de diversas matérias-primas, como os metais, que são extraídos da natureza por meio de mineração, uma atividade extremamente impactante ao meio ambiente. As máquinas também necessitam de alguma forma de energia para fazê-las funcionarem, seja energia elétrica, calorífica (como a queima de carvão, etc). Além disso, as máquinas geralmente utilizam também a água para resfriarem peças que foram superaquecidas ou até as próprias máquinas. E sabemos bem que a água é um elemento fundamental à vida no Planeta que está cada vez mais raro, de modo que corremos o risco de uma grande crise mundial em um futuro muito breve (daqui há aproximadamente 10 anos). Além disso, as máquinas e os processos industriais de reciclagem, costumam liberar gases poluentes na atmosfera, contribuindo ainda mais para a poluição e o aquecimento global (como conseqüências, o aquecimento global proporciona fortes tempestades, derretimento de geleiras, tsunamis, furacões, dentre outras graves alterações climáticas). Outro ponto que também diz respeito ao processo da reciclagem é o transporte dos materiais que serão reciclados. Geralmente grandes caminhões (a maioria deles movidos à óleo diesel, e outros movidos a outros tipos de combustíveis derivados de petróleo) que, além de poluírem a atmosfera e contribuírem para o aquecimento global, também fazem uso de diversos tipos de matérias-primas em sua construção que são extraídas da natureza, dentre as quais podemos citar o minério de ferro e o petróleo (utilizado na fabricação das borrachas dos pneus). Tudo isto, como se pode perceber, torna-se um ciclo vicioso em que o consumo vai crescendo e a utilização dos recursos naturais também, trazendo como conseqüências a poluição, o aquecimento global, o desequilíbrio da natureza, enfim provocando um caos ambiental, ao invés de evitá-lo.

E por que então as empresas e a televisão falam tanto em Reciclagem, como se ela fosse uma espécie de “Super Heroína” que salvaria a natureza e o Planeta Terra dos problemas ambientais causados pelos seres humanos, divulgando isto insistentemente inclusive para todas as crianças? Muito simples: Porque a verdadeira preocupação deles não é com a natureza e sim com o lucro, ou seja, ganhar dinheiro. E para que isso aconteça, precisam convencer as pessoas que continuem consumindo cada vez mais, comprando, comprando, comprando sem parar e, além disso, acreditando que o consumismo não prejudica o Planeta Terra, e que ele será facilmente salvo com a ajudinha de nossa amiga “Super Heroína”: Reciclagem. E tudo isto é uma enoooorme mentira!!! A sociedade está sendo enganada!!!

Portanto, na próxima vez em que vocês ouvirem as empresas, a televisão e outros setores econômicos da sociedade (que, na verdade só buscam o lucro e nada mais!) glorificarem, elogiarem profundamente a reciclagem, como se ela fosse salvar o Planeta, vocês já sabem: É a mais pura mentira!!! O PLANETA SÓ PODERÁ SER SALVO QUANDO O SER HUMANO PARAR DE SER CONSUMISTA, QUANDO REDUZIR O SEU CONSUMO!!!

Algumas pessoas, muitas vezes ligadas a esses setores econômicos, tais como os grandes e mega empresários, até tentam argumentar dizendo que “Os seres humanos são consumistas por sua própria natureza”. PORÉM ISSO É MAIS UMA GRANDESSÍSSIMA MENTIRA!!! Basta lembrarmos quantos trilhões de dólares (ou mais) são investidos mundialmente em propaganda e marketing. Basta lembrarmos também do fato de que, há poucas décadas, foram criados cursos universitários voltados especificamente para o marketing, a publicidade e a propaganda. É pouco??? Pois então saibam que, hoje em dia, até mesmo psicólogos participam, junto a publicitários, da criação de comerciais e propagandas. Sabem por quê??? Porque os psicólogos conhecem bem quais os elementos visuais e audiovisuais exercem maior poder de sedução e influência sobre a mente humana.

Nós não seremos mais felizes se comprarmos o mais recente modelo de celular que foi lançado. Nós não seremos mais bonitos (nem mais bacanas ou legais) se usarmos roupas, calçados ou óculos escuros que “estejam na moda”. Nós não seremos mais chiques ou charmosos se bebermos as bebidas que as propagandas dizem para que bebamos, ou se fumarmos o cigarro que passou na televisão (o máximo que conseguiremos é uma cirrose, um enfisema pulmonar ou algum tipo de câncer). Isso tudo é apenas mais uma forma de nos seduzir a consumir cada vez mais, dizendo-nos que somos livres porque gastamos ou escolhemos nossas marcas, sendo que, na realidade, não estamos escolhendo ou pensando, e sim deixando que escolham, pensem e raciocinem por nós, manipulando-nos. Além disso, estaremos ajudando a destruir o Planeta mais rapidamente se seguirmos o que as propagandas, a TV e os mega empresários nos dizem para fazermos, ou seja, consumindo cada vez mais e acreditando, ingenuamente, que a Reciclagem por si só irá salvar todos nós dos problemas ambientais que nós mesmos criamos a Terra e pelos quais ela (e nós juntamente com ela) vem passando. ACORDEMOS!!!

(*) A ECO-92, Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra são nomes pelos quais é mais conhecida a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.

A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/ECO-92

(**) Consumo Consciente – Também denominado Consumo Sustentável, este conceito criado em 1995 pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU tem o seguinte significado: “É o uso de serviços e produtos que respondem às necessidades básicas de toda a população e trazem a melhoria na qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzem o uso dos recursos naturais e de materiais tóxicos, a produção de lixo e as emissões de poluição em todo o ciclo de vida, sem comprometer as necessidades das futuras gerações”.

FONTE: http://www.akatu.org.br/Temas/Consumo-Consciente/Posts/Linha-do-tempo-do-Consumo-Consciente-e-da-Sustentabilidade

segunda-feira, 28 de março de 2011

PRESERVEJP - JARDINS DE PETRÓPOLIS: INIMIGOS PÚBLICOS N° 1

PRESERVEJP - JARDINS DE PETRÓPOLIS: INIMIGOS PÚBLICOS N° 1: "Quem são os INIMIGOS públicoS N° 1 da Associação/“Condomínio” Jardins de Petrópolis e de alguns proprietários de chácaras do bairro Jardins ..."